Sobre o Diário de Criação

Hoje quero apresentar para vocês, de forma bem introdutória, o meu querido companheiro de todas as horas: Meu Diário de Criação.

De todos os métodos que têm me ajudado a criar de forma mais tranquila, meu Diário de Criação provavelmente fica em primeiro lugar. Porque ele é como se fosse a extensão do meu cérebro, mas fora do meu corpo, onde posso ver, folhear, revisitar meus aprendizados, erros e acertos. Nesse texto vou explicar brevemente:

1. Como ele funciona para mim,

2. Para que serve e

3. Como você pode fazer o seu!



O Que é o Diário de Criação (e um pouco da sua história!)

O Diário de Criação nada mais é do que um caderno onde eu escrevo qualquer coisa que passa pela minha cabeça, onde desenho, registro e também onde organizo um pouco os meus dias. Ou seja, ele é uma mistura de Diário Gráfico, Agenda, Planner, Bullet Journal e Commonplace Book. Parece um grande Pout-pourri, mas esses são, digamos, os ancestrais dele, ou, dizendo de outra forma, ele foi o que evoluiu de tudo isso para mim.

Desde criança sou apaixonada por diários e agendas, sempre os tive. Durante a faculdade de Pintura, aprendi com meus professores a manter vários cadernos de pesquisa, cadernos de estudos para desenho, aquarelas, etc. Mais recentemente, descobri o Bullet Journal do Ryder Carroll, e virei completamente adepta. De forma que meu Diário de Criação tem muito do Bullet Journal e de outros métodos de organização que utilizo, como o GTD.


Na verdade não importa como você chame: Diário de Pesquisa, Diário de Criação, Bullet Journal, Planner Desenhado, TANTO FAZ! Eu prefiro chamar de Diário de Criação, mas o importante em todo esse rolê que estou tentando explicar é o fato de que seria interessante, principalmente se você trabalha com arte ou criação, ter sempre consigo, a cada temporada ou ano, um caderno onde você possa depositar suas idéias, estudos e acompanhar sua evolução. Então vamos para o segundo ponto:


Para Que Serve o Diário de Criação

Como expliquei acima, o meu Diário de Criação serve para muitas coisas! Mas o que acho mai importante de destacar é:

  1. Planner e Registro Como disse, onde registro os meus dias: a cada dia, a cada semana, a cada mês (ele dura geralmente 6 meses). Eu jogo no papel tudo que quero lembrar para aquele dia antes que o dia comece, e com o passar do dia vou registrando o que vai acontecendo. Da mesma forma com as semanas e os meses. Eu faço isso todos os dias? Claro que não! Mas tento manter uma certa regularidade, para que ele sirva como um registro do meu tempo. Se por acaso acontece (e já aconteceu) de passar um mês inteiro sem conseguir fazer um registro sequer, vale pelo menos uma mínima nota: “Esse mês foi loko!” — E viramos para a próxima página.

  2. Mandala Lunar

Mandala Luna é mais uma forma de registro que uso, só que mais relacionada com meus humores e ciclos lunares. Já falei sobre Mandala Lunar aqui no blog, e mostrei como eu fazia a minha nesse vídeo do vlog. Agora eu só recorto e colo, se você quiser meu modelo para baixar e começar a fazer sua Mandala Lunar, pode baixar aqui! <3

  1. Diário Ilustrado

Essa parte é mais pessoal, é verdade, mas se você também se arrisca no mundo do desenho, talvez se interesse em fazer também. São pequenas notas pessoais sobre meus dias mas com algum desenho que se relacione a ela. Uso isso principalmente para exercitar meus quadrinhos e narrativa gráfica, embora eu não publique esses quadrinhos mais íntimos nas redes sociais. Essa parte ficará em breve exclusiva para assinantes — ao fim dessa postagem falarei mais sobre isso! Também voltarei a escrever mais sobre cada um desses 4 tópicos aqui no blog, porque dá muito pano pra manga e, como eu disse, esse é só um texto introdutório :)






Como Fazer O Seu Diário De Criação


Ter o seu próprio diário de criação é bastante simples. Escolha um caderno preferido, uma caneta e qualquer material para colocar cor e comece a riscá-lo! Mas vamos a alguma ressalvas importantes sobre isso:

  1. Caderno Acho que fica de acordo com sua preferência. Eu particularmente prefiro os que tem gramatura mais alta (folha um pouco mais grossa) para suportar técnicas aguadas como aquarela e nanquim. Também prefiro os que tem a folha sem nada: nem pontos, nem quadradinhos, nem linhas. Isso principalmente porque já me acostumei com minhas linhas tortas e não me incomodo com o desequilíbrio das imagens :P

  2. Caneta e Outros materiais de desenho e cor. Aqui é a mesma coisa, escolha o que você quiser! Eu gosto de canetas com tinta nanquim, porque depois eu posso fazer aquarela em cima e ela não borra. Para colocar cor, uso basicamente meu estojinho de aquarela e muitos, muitos marcadores coloridos.

  3. SE JOGA!

É só isso que eu queria dizer, bebê: Se joga! Não fica com medinho! O importante do seu caderno é o experimento. Depois, você sempre pode arrancar a folha, fazer colagem em cima…. O importante NÃO É que seu caderno fique perfeitinho. Deixe ele sujo, deixe que ele mostre seu aprendizado. Você vai errar e espero que você erre muito, porque só seus erros irão te levar aos acertos. Só depois de alguns cadernos você perceberá que "erra" menos, ou melhor: que o que outrora você pensava que era erro, hoje você vê como “estilo”. — Ok, essa parte foi uma viagem autobiográfica pura e simples, mas confia em mim!





Bom, acho que para apresentar meu Diário de Criação, essa já foi uma boa e breve introdução, o que você achou? Quais pontos você gostaria que eu falasse mais? Qualquer dúvida, deixa nos comentários que respondo! E me conta: Você já usa algo do tipo? Como é seu caderno? Compartilha com a gente! Vou adorar saber <3



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